EUA discutem possível segunda ronda de negociações com o Irão no Paquistão

Reportagem

EUA discutem possível segunda ronda de negociações com o Irão no Paquistão

Os Estados Unidos estão a discutir uma possível segunda ronda de negociações com o Irão, novamente no Paquistão, afirmou hoje a porta-voz da Casa Branca. Acompanhamos aqui, ao minuto, o evoluir do conflito no Médio Oriente.

Andreia Martins, Joana Raposo Santos, Cristina Sambado, Mariana Ribeiro Soares, Ana Sofia Rodrigues - RTP /

Guillaume Horcajuelo - EPA

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RTP /

Pentágono terá contactado fabricantes de automóveis e outras indústrias para aumentar produção de armas

A Administração Trump pretende que os fabricantes de automóveis e outras indústrias americanas desempenhem um papel mais importante na produção de armas, avançou o The Wall Street Journal, citando fontes que estarão a par dessas discussões.

Segundo estas fontes, altos funcionários da Defesa mantiveram conversações sobre a produção de armas e outros materiais militares com os principais executivos de empresas como a General Motors e a Ford Motor.

As discussões terão começado ainda antes da guerra no Irão.
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Lusa /

Atividade económica nos EUA afetada por guerra no Médio Oriente

A economia dos EUA evoluiu a um ritmo modesto em oito dos 12 distritos do banco central [Reserva Federal (Fed)], entre 23 de fevereiro e 06 de abril, segundo o Livro Bege da instituição hoje publicado.

Em dois dos distritos, a atividade económica registou mudanças mínimas e em outros dois contraiu-se mesmo. Aquelas datas correspondem ao fim do período de recolha de informação do atual Livro Bege e do anterior, saído em 04 de março.

A guerra no Médio Oriente é apontada como a principal fonte de incerteza que perturba as decisões relativas a contratações, definição de preços e investimentos, com muitas empresas a esperar para ver, aponta a Fed na sua publicação.

A maioria dos distritos continua a dar conta de constrangimentos no consumo, com uma crescente sensibilidade aos preços e uma procura em crescimento do recurso a bancos alimentares e outros apoios de organizações de serviço social, enquanto, pelo contrário, a despesa entre os consumidores de rendimentos mais elevados mantém o nível.

Por seu lado, o mercado laboral manteve-se estável, com apenas um distrito a mencionar um declínio ligeiro.

Não obstante, vários distritos apontaram um aumento da contratação precária de trabalhadores, por as empresas estarem com receio de realizarem contratações permanentes.

Na parte relativa aos preços, o Livro Bege especificou que, de forma geral, o aumento dos custos foi superior o aumento dos preços de venda, o que se traduziu na compressão dos lucros.  

Os custos relativos à energia e ao combustível subiram acentuadamente em todos os distritos da Fed, o que foi atribuído à guerra no Médio Oriente, causando o encarecimento dos custos de transporte e à subida dos preços de produtos como plásticos, fertilizantes e outros produtos derivados do petróleo.  

Generalizado foi também o aumento de preços em produtos não relacionados com os hidrocarbonetos.

O documento, publicado oito vezes por ano, sintetiza informação sobre a conjuntura proveniente da Fed e dos seus distritos e de entrevistas com economistas, empresários, analistas de mercado e outras fontes.

A estrutura territorial da Fed consiste nos distritos de Boston, Nova Iorque, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis, Kansas City, Dallas e San Francisco.

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RTP /

Senado dos EUA rejeita resolução a impedir novos ataques contra o Irão

O Senado norte-americano rejeitou esta quarta-feira uma resolução para impedir novos ataques contra o Irão sem autorização do Congresso.

Na câmara alta do Congresso, onde os republicanos têm a maioria, a resolução obteve 47 votos a favor de 52 contra.

A iniciativa do Partido Democrático invocava a Lei dos Poderes de Guerra de 1973, que exige a autorização do Congresso para atacar outro país.
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RTP /

Especialistas da ONU apontam para "padrão de limpeza étnica" nos ataques de Israel no Líbano

Um grupo de 20 especialistas em Direitos Humanos das Nações Unidas defendeu que Israel está a repetir no Líbano os abusos que perpetrou em Gaza, cometendo possíveis crimes de guerra ou contra a humanidade e ainda padrões análogos a limpeza ética.

A emissão por Israel de ordens de evacuação em grande escala no Líbano, refere a declaração, combinada com a destruição de casas, "aponta para a limpeza étnica" e assemelha-se a práticas "iniciadas durante o genocídio em Gaza".

"A deslocação forçada de populações civis constitui crimes contra a humanidade e crimes de guerra, de acordo com o direito internacional", afirmam.

A declaração foi assinada, entre outros peritos, pela relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos, Francesca Albanese, que tem sido alvo de duras críticas por declarações recentes contra Israel.
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RTP /

Americanos e iranianos devem retomar negociações nos próximos dias

O comando central dos Estados Unidos garante que o bloqueio do Estreito de Ormuz já impediu a saída de nove navios dos portos iranianos. Estados Unidos e Irão devem retomar as negociações de paz nos próximos dias.

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RTP /

Narges Mohammadi, vencedora do Nobel, em estado "grave"

A ativista iraniana, laureada com o Nobel da Paz, encontra-se em estado "grave" depois de ter sofrido um ataque cardíaco em março.

Narges Mohammadi está detida desde 12 de dezembro numa prisão em Mashhad, no leste do Irão, após ter criticado as autoridades durante uma cerimónia fúnebre.

A vencedora do Nobel da Paz em 2023 recebeu a visita de familiares no último sábado. "Durante esta visita, foram observados claros sinais de deterioração na sua saúde geral, e o seu estado físico foi descrito como grave", afirmou a sua fundação em comunicado.

"A continuidade desta situação representa um risco imediato e irreparável para a vida de Narges Mohammadi", declarou ainda a fundação.

Durante uma visita inicial dos seus apoiantes no final de março, foi revelado que sofreu um ataque cardíaco no início desse mês. Desde então "ficou extremamente fraca e perdeu muito peso", disse o irmão Hamidreza Mohammadi.
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Lusa /

Casa Branca: EUA discutem possível segunda ronda de negociações no Paquistão

Os Estados Unidos estão a discutir uma possível segunda ronda de negociações com o Irão, novamente no Paquistão, afirmou hoje a porta-voz da Casa Branca, depois do fracasso da primeira ronda no fim de semana.

"Estas discussões estão a decorrer, mas nada é oficial enquanto não for anunciado pela Casa Branca", afirmou Karoline Leavitt.

"Mas estamos otimistas quanto à perspetiva de um acordo", disse, acrescentando ser "muito provável que se realizem no mesmo local que da última vez".

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RTP /

Kremlin diz que EUA rejeitaram proposta de Moscovo para receber reservas de urânio enriquecido do Irão

O porta-voz do Kremlin indicou esta quarta-feira que os Estados Unidos rejeitaram a proposta russa de retirar todo o urânio enriquecido do Irão para ajudar a resolver o conflito no Médio Oriente.

A proposta foi apresentada pela primeira vez em junho de 2025 e voltou a ser feita esta semana.

"A Rússia estava preparada para aceitar o urânio enriquecido do Irão no seu território", adiantou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

"Essa seria uma boa decisão. Mas, infelizmente, o lado norte-americano rejeitou a proposta", afirmou o responsável russo.
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RTP /

Guerra no Irão foi "um erro", afirma a ministra britânica das Finanças

Esta quarta-feira, a ministra britânica das Finanças, descreveu a guerra dos Estados Unidos e Israel com o Irão como "um erro".

Rachel Reeves acrescentou ainda que "não está convencida" que o conflito tenha tornado o mundo num lugar mais seguro.

"A questão não é se se gosta ou não do regime iraniano – eu detesto o regime iraniano – mas sim como alcançar a mudança que se deseja”, afirmou a governante num evento promovido pela CNBC, em Washington.

Acrescentou que "havia um canal diplomático aberto, conversações e discussões formais que estavam a acontecer" quando se deu o início do conflito.

A chanceler britânica acrescenta que foi "um erro" entrar em conflito e que não está convencida "de que estamos mais seguros hoje do que estávamos há umas semanas atrás".
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RTP /

Exército israelita recebeu ordens para matar todos os combatentes do Hezbollah no sul do Líbano

O Exército israelita recebeu ordens para matar todos os combatentes do Hezbollah na zona do sul do Líbano, que se estende desde a fronteira israelo-libanesa até ao rio Litani, de acordo com um comunicado militar publicado esta quarta-feira.

"Dei a ordem para transformar a zona do sul do Líbano até ao Litani numa zona de fogo letal para qualquer terrorista do Hezbollah", refere o comunicado, citando o tenente-general Eyal Zamir, chefe do Estado-Maior do Exército.
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RTP /

Forças americanas mandam nove embarcações regressarem ao Irão

O Exército norte-americano avançou que nove navios receberam e cumpriram as ordens das forças dos EUA para regressarem ao Irão devido ao bloqueio dos portos iranianos.
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Lusa /

Diretora do FMI avisa que o mundo deve preparar-se para enfrentar tempos difíceis

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, sublinhou hoje que, se a guerra no Irão persistir e a inflação continuar a subir a nível global, todo o mundo deve preparar-se para enfrentar "tempos difíceis".

"Se o conflito persistir e todos os preços se mantiverem elevados durante um período prolongado, deve-se preparar para tempos difíceis", afirmou Kristalina Georgieva numa conferência de imprensa realizada no terceiro dia das reuniões da primavera do FMI e do Grupo do Banco Mundial (BM) em Washington, nos Estados Unidos. 

Georgieva salientou que o impacto da guerra na economia mundial "já é considerável, mesmo que o conflito venha a ser de curta duração", devido aos danos extensos sofridos pelas infraestruturas de produção de hidrocarbonetos no Médio Oriente e às interrupções nas cadeias de abastecimento causadas pelo encerramento do Estreito de Ormuz, que estão a impulsionar a subida dos preços e a desacelerar o crescimento global.

Nesse sentido, recordou que o novo relatório de Perspetivas Económicas Globais (WEO), publicado na terça-feira pela entidade, refletiu uma redução nas previsões de crescimento global de pelo menos duas décimas para este ano.

O FMI está preocupado com "a rutura física nas cadeias de abastecimento que já se observa, especialmente na Ásia, uma região altamente dependente das importações provenientes do Golfo", assinalou a economista búlgara.

"Estão a ocorrer situações de escassez, não só de petróleo e gás, mas também de nafta ou hélio, que já estão a gerar certas perturbações. E temos de reconhecer que esta situação não se dissipará da noite para o dia, nem mesmo se a guerra terminar amanhã", argumentou Georgieva, que salientou que os navios de carga são um meio de transporte muito lento.

A diretora do FMI voltou a insistir nos efeitos assimétricos do conflito, que deixa economias emergentes altamente dependentes das exportações energéticas muito mais expostas.

A responsável reiterou também a mensagem que já começou a enviar com insistência na semana passada aos bancos centrais, para que se mantenham muito atentos à evolução dos preços e a não se precipitem no endurecimento das políticas monetárias.

O FMI reviu em baixa a previsão para o saldo orçamental de Portugal, de nulo (0,0%) no relatório de outubro de 2025 para um défice de 0,1%, nas previsões divulgadas hoje.

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RTP /

Autoridades libanesas dizem que estão em curso esforços para um cessar-fogo no Líbano

Duas autoridades libanesas de alto nível disseram à Reuters esta quarta-feira que foram informadas de que estavam em curso esforços para um cessar-fogo no Líbano, mas não tinham detalhes sobre quando começaria ou quanto tempo duraria.

As duas autoridades disseram que era provável que a duração do cessar-fogo estivesse ligada à duração da trégua entre os Estados Unidos e o Irão.

Uma das autoridades disse que os EUA estavam a pressionar Israel, incluindo nas conversações em Washington na terça-feira, para trabalhar no sentido de um cessar-fogo no Líbano.
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RTP /

Gabinete de segurança de Israel vai reunir-se para discutir possível cessar-fogo no Líbano

O gabinete de segurança do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, vai reunir-se esta quarta-feira, às 20h00, para discutir um possível cessar-fogo no Líbano, disse um alto funcionário israelita à Reuters.
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RTP /

Irão recebe delegação paquistanesa liderada pelo chefe do exército

Uma delegação paquistanesa de alto nível, liderada pelo chefe do Exército Asim Munir, vai deslocar-se esta quarta-feira ao Irão para realizar negociações sobre o retomar das conversações entre o Irão e os EUA.

Segundo avançaram fontes iranianas à Al Jazeera, o chefe do Exército paquistanês já está no Irão. 

Segundo a televisão estatal, a delegação, que será recebida pelo ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, leva uma nova mensagem de Washington para Teerão e deverá discutir a possibilidade de futuras negociações com as autoridades iranianas, após o fracasso da primeira ronda de negociações entre os dois países no passado fim de semana, em Islamabad.

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RTP /

Trump declara bloqueio total de Ormuz ao comércio do Irão

Um bloqueio que terá sido "furado" por um super-petroleiro do país, avançam as autoridades iranianas.

Donald Trump anuncia novas negociações para daqui a dois dias e volta a dizer que a o fim da guerra está muito próximo.
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RTP /

Líbano e Israel chegam a acordo para conversações diretas

As conversações diretas têm em vista um acordo de cessar-fogo.

Os embaixadores dos dois países estiveram reunidos, em Washington, num encontro com mediação do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

Todos consideram que a reunião foi construtiva.
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RTP /

Nova flotilha parte de Barcelona rumo a Gaza

Uma flotilha de cerca de 40 barcos que transportavam ativistas pró-Palestina partiu de Barcelona na quarta-feira em direção a Gaza, numa nova tentativa de romper o bloqueio israelita e entregar ajuda ao território devastado, disseram os organizadores.

A Flotilha Mundial Sumud estava originalmente programada para partir do porto mediterrânico no domingo, mas a missão foi adiada devido ao mau tempo.

Os barcos, na sua maioria veleiros, partiram pouco depois das 11h30 (10h30 em Lisboa) disseram os organizadores em comunicado.

Cerca de vinte barcos destinados a integrar o comboio marítimo partiram do porto francês de Marselha a 4 de abril, e outras embarcações têm partida prevista de Siracusa, na Sicília, a 24 de abril.

Está prevista uma escala de uma semana no sul de Itália para "formação em não-violência".

Sumud, que significa "resiliência" em árabe, pretende reunir centenas de ativistas pró-Palestina de dezenas de países.

No outono de 2025, a primeira viagem da Flotilha Global Sumud através do Mar Mediterrâneo até aos arredores de Gaza atraiu a atenção mundial.

Os cerca de cinquenta barcos que a compunham foram intercetados por Israel ao largo das costas do Egito e da Faixa de Gaza no início de Outubro. A operação, considerada ilegal pelos organizadores e pela Amnistia Internacional, gerou condenação internacional.

Os tripulantes foram presos e, posteriormente, expulsos por Israel.
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Estados Unidos negam ter acordado uma extensão do cessar-fogo com o Irão

Os Estados Unidos não concordaram formalmente em prolongar o cessar-fogo com o Irão, disse um alto funcionário norte-americano à AFP esta quarta-feira, após notícias de que os negociadores estariam perto de um acordo nesse sentido.

"As discussões entre os Estados Unidos e o Irão para chegar a um acordo continuam", disse o alto responsável sob anonimato.
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A um nível negociável
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Teerão reitera direito de enriquecer urânio

O Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros reafirmou esta quarta-feira o direito "inquestionável" de Teerão de enriquecer urânio, a um nível que, no entanto, considera "negociável".

O direito à energia nuclear civil não pode ser "retirado sob pressão ou através de guerra", disse o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baghai.

"Em relação ao nível e ao tipo de enriquecimento, sempre dissemos que a questão é negociável. Insistimos que o Irão deve poder continuar o enriquecimento de acordo com as suas necessidades", acrescentou, referindo-se a um direito "inquestionável".
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Trump afirma que a China está feliz com a abertura permanente do Estreito de Ormuz

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira, numa publicação na rede Truth Social, que a China e os Estados Unidos estão a trabalhar em conjunto e que Pequim está feliz com a abertura do Estreito de Ormuz.

"A China está muito feliz por eu estar a abrir permanentemente o Estreito de Ormuz. Estou a fazê-lo também por eles - e pelo mundo. Esta situação nunca mais vai acontecer. Eles concordaram em não enviar armas para o Irão", escreveu Trump na publicação no Truth Social.´


O inquilino da Casa Branca acrescentou ainda que, “o presidente Xi dar-me-á um grande e caloroso abraço quando lá chegar, daqui a algumas semanas. Estamos a trabalhar juntos de forma inteligente e muito bem! Não é melhor do que lutar??? MAS LEMBREM-SE, somos muito bons a lutar, se for preciso - muito melhores do que qualquer outro!!!”
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Via Paquistão
RTP /

Irão confirma que negociações com EUA prosseguem

O Irão afirmou esta quarta-feira que as negociações com os Estados Unidos continuam, via Paquistão, após o impasse nas discussões em Islamabad no passado fim de semana.

"Desde domingo, quando a delegação iraniana regressou a Teerão, foram trocadas várias mensagens via Paquistão", disse o porta-voz do Ministério iraniano dos Negócios Estrangeiros, Esmail Baqaei.

"Hoje (quarta-feira), provavelmente receberemos uma delegação paquistanesa para dar continuidade às discussões em Islamabad", acrescentou durante uma conferência de imprensa semanal.
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Israel afirma ter atingido mais de 200 alvos do Hezbollah nas últimas 24 horas

O exército israelita anunciou esta quarta-feira que atingiu mais de 200 alvos do Hezbollah no sul do Líbano nas últimas 24 horas, segundo um comunicado.

"Nas últimas 24 horas, o exército israelita atingiu mais de 200 instalações de infraestruturas terroristas do Hezbollah no sul do Líbano", refere o comunicado, especificando que estes alvos incluíam "terroristas, estruturas militares e aproximadamente 20 lança-rockets".
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RTP /

Exército iraniano ameaça bloquear o Mar Vermelho se bloqueio dos EUA continuar

O Irão ameaçou, esta quarta-feira, bloquear o Mar Vermelho, com o qual não tem fronteira, caso o bloqueio dos EUA aos seus portos continue, argumentando que isso poderia levar a uma violação do cessar-fogo.

Se os Estados Unidos mantiverem o seu bloqueio marítimo e "criarem insegurança para os navios comerciais e petroleiros iranianos", isso constituirá "o prelúdio" para uma violação do cessar-fogo, em vigor desde 8 de abril, afirmou o General Ali Abdullahi, chefe do comando das forças armadas iranianas.

"As poderosas forças armadas da República Islâmica não permitirão qualquer exportação ou importação no Golfo Pérsico, no Golfo de Omã ou no Mar Vermelho", acrescentou, segundo um comunicado transmitido pela televisão estatal.
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Europa prepara plano para desbloquear Estreito de Ormuz sem EUA

A França e o Reino Unido estão a preparar um plano para desbloquear o Estreito de Ormuz após o fim da guerra com o Irão, sem envolver os Estados Unidos, avança esta quarta-feira o Wall Street Journal.

Segundo o jornal norte-americano, a Alemanha poderá juntar-se ao projeto, que poderá necessitar de um mandato da ONU ou da União Europeia.

O Wall Street Journal, que publica detalhes do plano, adianta que o Palácio do Eliseu anunciou que irá discutir uma estratégia na sexta-feira, numa videoconferência presidida pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pelo primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Esta missão será “puramente defensiva” e procura restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, envolvendo países “não-beligerantes”, o que exclui os Estados Unidos, Israel e o Irão, especificou o gabinete de Macron.

Segundo o WSJ, a missão consistirá, em primeiro lugar, em ajudar as centenas de navios presos no estreito a sair, passando depois para uma operação para remover as minas colocadas no local pelo Irão no início da guerra. Por fim, serão fornecidas escoltas militares regulares e vigilância para proteger as embarcações comerciais.

Embora a lista dos países que participam na reunião de sexta-feira ainda não seja clara, o jornal refere que tanto a China como a Índia foram convidadas — mas ainda não confirmaram a sua presença — e que a Alemanha fará provavelmente parte do plano, de acordo com um responsável alemão que pediu o anonimato.

(com Lusa)


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RTP /

Petroleiro iraniano atravessou o Estreito de Ormuz apesar do bloqueio dos EUA

Um superpetroleiro iraniano sancionado atravessou o Estreito de Ormuz em direcção ao Porto Imam Khomeini, no Irão, apesar do bloqueio dos EUA, informou a agência de notícias iraniana Fars esta quarta-feira.

Segundo a agência, o navio, um VLCC (Very Large Crude Carrier), tem capacidade para transportar dois milhões de barris de petróleo, mas não ficou claro se o petroleiro estava a regressar com a sua carga a bordo ou vazio.
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RTP /

EUA deverão enviar mais soldados para o Médio Oriente nos próximos dias

Os Estados Unidos deverão enviar milhares de soldados adicionais para o Médio Oriente nos próximos dias, enquanto a Administração Trump tenta pressionar o Irão para um acordo, avança o Washington Post esta quarta-feira, citando responsáveis ​​norte-americanos familiarizados com o assunto.

Segundo o jornal, mais de dez mil soldados norte-americanos chegarão ao Médio Oriente ainda este mês. Há seis mil soldados a bordo do USS George H.W. Bush e do seu grupo de porta-aviões, que está a navegar à volta de África a caminho da região. Outros 4.200 militares fazem parte do Grupo Anfíbio de Prontidão Boxer, que deverá chegar à região no final de abril, segundo o relatório.

Quando o USS George H.W. Bush chegar, juntar-se-á a outros dois grupos de porta-aviões — o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald Ford — na região, ambos com participação nos combates contra o Irão.
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Um Olhar Europeu com RTVE /

Encerramento do Estreito de Ormuz ameaça abastecimento de medicamentos na Europa

A indústria farmacêutica depende fortemente das rotas logísticas através do Médio Oriente. Até ao momento, não há registo de faltas críticas de medicamentos mas a situação pode complicar-se se o bloqueio persistir.

Jorge Guerrero / AFP



O encerramento do Estreito de Ormuz não constitui apenas uma ameaça para o aprovisionamento energético mundial, tem também um impacto profundo na indústria farmacêutica, altamente dependente das rotas logísticas que atravessam o Médio Oriente. 

A esta preocupação junta-se outro fator fundamental: o funcionamento dos grandes aeroportos do Golfo Pérsico, como o Dubai, que se tornaram plataformas essenciais para o transporte de medicamentos, especialmente entre a Ásia e a Europa. 

Em Espanha, as autoridades sanitárias e a indústria farmacêutica excluíram, para já, a possibilidade de escassez, mas alertam para o facto de a situação poder complicar-se se o bloqueio se mantiver, o que poderá causar atrasos, custos de transporte mais elevados e custos acrescidos.

A guerra fez subir o preço do barril de petróleo para níveis que não se registavam há anos, uma pressão que se estende ao resto da economia. Neste contexto, o setor farmacêutico está a sofrer um golpe particularmente duro, uma vez que o aumento das matérias-primas e dos custos de transporte é agravado pela rigidez de um sistema de preços regulados que impede que estes aumentos sejam transferidos para o produto final. 

Além disso, a guerra está a reduzir a capacidade de carga na região, o que tem impacto num setor em que predominam as rotas marítimas, mas que também depende fortemente do transporte aéreo - os produtos farmacêuticos representam 4% do volume total de mercadorias transportadas por via aérea em todo o mundo.

"Até à data, não se registou qualquer escassez crítica; no entanto, as empresas estão a reportar diferentes níveis de perturbações, principalmente relacionadas com interrupções no transporte aéreo e nas rotas marítimas, bem como com o aumento dos custos", disseram fontes da Agência Espanhola de Medicamentos e Produtos de Saúde (AEMPS) à RTVE Noticias, embora tenham sublinhado que "a situação é muito dinâmica e o risco de escassez pode aumentar se as perturbações persistirem". 

Por esta razão, embora a indústria não preveja um impacto significativo em termos de abastecimento, para cobrir eventuais imprevistos, as diferentes empresas estão a avaliar rotas alternativas e constituíram stocks para prevenir eventuais atrasos.

A AEMPS sublinha que, no caso de todos os medicamentos comercializados na União Europeia, o laboratório que os produz é obrigado a garantir o fornecimento e, se não o puder fazer, deve ser notificado com antecedência suficiente para que se possam procurar alternativas. 

Como medida preventiva, a agência intensificou o acompanhamento da cadeia de abastecimento para evitar situações de desabastecimento e está em contacto permanente com as duas principais associações patronais da indústria farmacêutica em Espanha: a Farmaindustria e a Associação Espanhola de Medicamentos Genéricos (AESEG).
A vulnerabilidade das substâncias ativas

Um dos principais fatores de vulnerabilidade é a forte dependência da Europa em relação à Ásia para a produção de substâncias ativas, a componente terapêutica dos produtos farmacêuticos.

Atualmente, até 80% dos princípios ativos utilizados na Europa e quase 40% dos medicamentos vendidos no continente provêm dos dois gigantes asiáticos: a China e a Índia. 

Esta concentração da cadeia de abastecimento comporta riscos significativos. Por um lado, qualquer perturbação, como a atual, pode provocar a escassez de medicamentos essenciais no mercado europeu. Por outro lado, limita a capacidade de reação do sistema de saúde a qualquer crise, ao depender de fornecedores externos sobre os quais a Europa tem um controlo limitado.

A nível europeu, a vigilância da oferta é articulada através do Grupo de Trabalho do Ponto Único de Contacto (SPOC) sobre rupturas de stock, coordenado pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), que está a monitorizar o impacto do conflito no Irão com o objetivo de definir medidas de mitigação, se necessário. 

A entidade reguladora europeia também se mostra tranquila em relação à situação atual, referindo que "até à data, não há relatos de faltas críticas de medicamentos".
Impacto reduzido nos medicamentos genéricos
Os medicamentos genéricos ocupam um lugar estratégico nos sistemas de saúde, mas esta posição de relevância contrasta com a fragilidade das cadeias de abastecimento. 

90% dos medicamentos designados como críticos pela Agência Europeia de Medicamentos são genéricos e representam também quase metade das embalagens de prescrição dispensadas nas farmácias espanholas. No entanto, a cadeia de abastecimento é particularmente sensível a perturbações globais, uma vez que grande parte dos princípios ativos são fabricados na Ásia e chegam à Europa por via marítima. No entanto, estes medicamentos têm uma certa margem de proteção devido aos stocks. Além disso, as empresas trabalham frequentemente com margens de segurança de vários meses, o que permite absorver atrasos pontuais.

Do lado da Associação Espanhola de Medicamentos Genéricos (AESEG), a secretária-geral, María Elena Casaus, disse à RTVE Noticias que "de momento, a Espanha não tem problemas de abastecimento relacionados com o conflito no Médio Oriente", acrescentando que as empresas de medicamentos genéricos que operam no país "mantêm a capacidade de fabrico e abastecimento".

Esta estabilidade, acrescenta, deve-se ao facto de as empresas não terem fábricas na zona afetada e disporem de stocks de segurança de cerca de seis meses. No entanto, alerta para uma deterioração progressiva do contexto logístico que está a conduzir a uma "tensão crescente na cadeia de abastecimento global" e concorda que "se o conflito se prolongar, poderão surgir tensões em algumas categorias de medicamentos". Salienta ainda que o aumento do custo dos transportes e da energia é uma pressão muito importante para o setor dos medicamentos genéricos, "que opera com preços regulados e margens muito apertadas", pelo que "não tem capacidade para repercutir estes custos no preço final do medicamento"

Como descreve, o desvio de rotas marítimas e aéreas, juntamente com a queda do tráfego através de Ormuz, está a gerar múltiplos efeitos, tais como atrasos na chegada de ingredientes activos e produtos acabados, uma saturação de rotas alternativas e o facto de os custos logísticos terem disparado, especialmente no transporte aéreo. 

Casaus explica que esta situação está a afetar principalmente os produtos considerados "sensíveis". "Os dados mais recentes da Medicines for Europe indicam que quase metade das empresas europeias já estão a reportar perturbações e muitas antecipam riscos crescentes se a situação se mantiver, especialmente para produtos sensíveis como os injetáveis esterilizados, os medicamentos termolábeis (especialmente sensíveis a mudanças de temperatura) e substâncias ativas provenientes da Ásia", afirma a secretária-geral da AESEG.

O maior risco imediato é para os medicamentos que requerem condições especiais de armazenamento. As vacinas, a insulina, os produtos biológicos e as terapias contra o cancro requerem a chamada cadeia de frio, o que significa que têm um prazo de validade muito curto e são particularmente sensíveis a atrasos, aumentando a vulnerabilidade a problemas de continuidade logística.Garantia de abastecimento no curto prazo
Por sua vez, Farmaindustria - a Associação Nacional de Empresas da Indústria Farmacêutica em Espanha - também observa que a produção permanece estável. "As mais de 180 unidades de produção mantidas pelo setor farmacêutico no nosso país continuam a trabalhar normalmente para garantir o fornecimento de medicamentos às nossas farmácias e hospitais", disseram fontes da associação à RTVE Noticias.

No entanto, alerta que se o conflito no Médio Oriente se prolongar no tempo, a situação "pode ter um grande impacto na indústria farmacêutica, como já aconteceu com o conflito na Ucrânia". Nesse caso, o problema viria principalmente do aumento dos custos energéticos e logísticos, que em 2022 já ultrapassaram os 900 milhões de euros para o setor em Espanha, como referem.

Embora o abastecimento esteja assegurado a curto prazo, o cenário a médio prazo apresenta incertezas, acrescentam as mesmas fontes da indústria. 

A combinação da dependência estrutural da Ásia, das tensões logísticas e do aumento dos custos poderá traduzir-se em efeitos negativos, como atrasos na distribuição, custos de transporte mais elevados, maior pressão sobre as margens industriais e maior dependência externa.

Para já, o sistema está a aguentar-se. Mas a estabilidade depende de um fator-chave: a duração do conflito e o encerramento de Ormuz, bem como o impacto da guerra nos principais aeroportos do Golfo Pérsico.

Samuel A. Pilar / 15 abril 2026 06:06 GMT+1

Edição e Tradução / Joana Bénard da Costa
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RTP /

Israel emite nova ordem de evacuação para residentes do sul do Líbano

O exército israelita pediu esta quarta-feira aos residentes do sul do Líbano que evacuassem a região, alertando para ataques aéreos contra o grupo islâmico Hezbollah, aliado de Teerão, pela primeira vez desde as negociações entre as autoridades israelitas e libanesas.

"Alerta urgente aos residentes do sul do Líbano, localizados a sul do rio Zahrani (...), os ataques aéreos" contra o Hezbollah "estão em curso" e o exército "está a operar intensamente na zona", disse o coronel Avichay Adraee, porta-voz do exército, na rede social X.

O exército pediu aos civis que se dirigissem para norte a partir do rio Zahrani, situado a algumas dezenas de quilómetros da fronteira entre Israel e o Líbano.

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Inês Moreira Santos - RTP /

FMI avisa que conflito no Médio Oriente pode levar a recessão global

O Fundo Monetário Internacional não traz boas notícias: além da previsão ligeiramente a baixo do crescimento económico global, devido ao impacto do conflito no Médio Oriente, há ainda o risco de uma recessão a nível mundial.

Benoit Tessier - Reuters

As previsões do FMI para este ano, com a guerra no Irão desencadeada pelos Estados Unidos e Israel, apontam para uma redução de 3,3 para 3,1 por cento. Os impactos económicos deste conflito deverão ser elevados.

E, segundo as previsões, com uma escalada maior da guerra na região, pode haver uma recessão global.


“O panorama global deteriorou-se abruptamente após o início da guerra no Médio Oriente”, escreveu Pierre-Olivier Gourinchas, conselheiro económico do FMI, no relatório Perspetivas da Economia Mundial, divulgado na terça-feira.

A revisão de ligeira redução do crescimento económico é num contexto em que a guerra será "relativamente de curta duração". Nessa perspetiva, prevê-se também que a inflação global também suba para 4,4 por cento este ano e que a escalada do conflito provoque uma “crise energética global sem precedentes”.

Mas o FMI projetou dois cenários para o caso de o conflito no Irão se prolongar. No pior cenário, em que os preços do gás natural e do petróleo sobem entre 100 e 200 por cento, o crescimento económico global seria apenas de 2 por cento em 2026. O que pode equivaler, segundo as advertências de Gourinchas, a “quase uma recessão global”, definida como crescimento económico abaixo dos dois por cento. Isto é: em caso de uma guerra prolongada e com os preços dos setores da energia continuamente mais elevados, o FMI alerta para o risco de o mundo enfrentar uma “situação crítica de recessão global” pela quinta vez desde 1980 – tal como aconteceu mais recentemente devido à pandemia de covid-19 em 2020 e após a crise financeira de 2008.

“É claro que, a cada dia que passa, e a cada dia que temos mais perturbações nos mercados de energia, estamos a aproximar-nos cada vez mais do cenário adverso”, disse Gourinchas.

Perante a ameaça de uma escalada maior da guerra no Médio Oriente, o FMI considerou que a melhor forma de limitar os danos económicos seria o fim do conflito. Até porque, antes de escalar o conflito no Médio Oriente, a economia global apresentava um desempenho melhor do que o previsto anteriormente, com um crescimento que se previa em alta.

Se não fosse a guerra no Médio Oriente, as previsões económicas para este ano seriam revistas em alta.


Todas as previsões dependem da duração do conflito, do impacto prolongado que este pode produzir nos preços da energia e da amplitude dos danos em infraestruturas energéticas.
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RTP /

Ministra britânica classifica como loucura a guerra dos EUA no Irão

A ministra da Economia britânica classificou a guerra iniciada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, no Irão como uma loucura devido à falta de um plano claro para colocar fim ao conflito, dizendo-se frustrada e irritada com a situação.

"Obviamente, nenhuma pessoa sensata apoia o regime iraniano, mas iniciar um conflito sem um objetivo claro ou um plano para o resolver parece-me uma loucura que está a afetar as famílias aqui no Reino Unido, mas também as famílias nos Estados Unidos e em todo o mundo. Não acredito que tenha sido a decisão correta", declarou Rachel Reeves numa entrevista divulgada hoje pelo jornal The Mirror.

"Esta é uma guerra que não começámos. Foi uma guerra que não queríamos. Sinto-me muito frustrada e irritada com o facto de os Estados Unidos terem entrado nesta guerra sem um plano de saída claro, sem uma ideia clara do que pretendiam alcançar", afirmou.

A ministra referiu ainda que, como resultado desta situação, "o Estreito de Ormuz está agora bloqueado".

"Não vamos aderir ao bloqueio dos Estados Unidos, não acreditamos que seja a abordagem correta. Ao longo de todo este conflito, temos dito: `Desescalar, desescalar`", enfatizou.

Para Reeves, a decisão do primeiro-ministro britânicos de manter-se à margem deste conflito foi "absolutamente correta".

Reeves disse ainda estar frustrada porque, antes do conflito, o Reino Unido caminhava para uma descida da inflação e das taxas de juro, enquanto a dívida estava a diminuir.

A dívida líquida acumulada do setor público britânico, excluindo os bancos estatais, atingiu os 93,1% no final de fevereiro, enquanto a inflação está atualmente nos 3%, acima da meta de 2% do Banco de Inglaterra.

Os preços do gás natural aumentaram drasticamente devido ao encerramento do Estreito de Ormuz, por onde 20% do petróleo mundial era transportado antes da guerra, iniciada em 28 de fevereiro com os ataques dos EUA e Israel ao Irão.

A ministra britânica estará hoje em Washington para reuniões com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O FMI indicou na terça-feira, no seu relatório Perspetivas da Economia Mundial, que a economia britânica será a que mais sofrerá com as consequências da guerra no Irão entre as economias mais avançadas dos países do G7. O FMI reduziu a sua previsão de crescimento britânico em cinco décimas de ponto percentual, de 1,3% projetado em janeiro para apenas 0,8% no relatório.

(Lusa)
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Momento-Chave
RTP /

Irão disse "não ter informações" sobre novas negociações antes dos últimos comentários de Trump

O presidente dos EUA, Donald Trump, ao falar sobre a possibilidade de novas negociações entre os EUA e o Irão, disse que "algo poderia acontecer" em Islamabad nos "próximos dois dias".

Os comentários foram feitos horas depois de uma fonte diplomática ter dito à agência de notícias estatal iraniana IRNA que "não havia informações" sobre novas negociações.

Segundo a IRNA, foram trocadas mensagens entre Teerão e o Paquistão, que tem funcionado como mediador, mas nada foi confirmado.

A fonte disse que o Paquistão "continua empenhado nos seus esforços de mediação" depois de as negociações anteriores entre os EUA e o Irão em Islamabad terem terminado sem acordo.

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RTP /

Vários voos entre China e Sudeste Asiático cancelados devido ao preço do combustível

Vários voos entre a China e o Sudeste Asiático e a Oceânia foram cancelados nos últimos dias, devido à subida dos custos de combustível causada pela guerra no Irão, informou hoje o jornal The Paper.

Desde o início do mês, algumas rotas que ligavam cidades chinesas a destinos na Tailândia, Laos, Malásia ou Camboja suspenderam temporariamente todos os voos, enquanto noutras, com destino à Austrália ou à Nova Zelândia, a taxa de cancelamento atinge 83,3%.

Segundo o jornal South China Morning Post, outras companhias aéreas, como a paquistanesa PIA, também reduziram voos com a China e outros destinos, enquanto empresas das Filipinas, Vietname ou Nova Zelândia cortaram rotas, e a Cathay Pacific, de Hong Kong, já anunciou que vai cancelar 2% dos seus voos em maio e junho.

Lin Zhijie, especialista citado pelo The Paper, explicou que o combustível de aviação -- cerca de um terço dos custos de uma companhia aérea -- praticamente duplicou de preço desde o início da guerra no Irão, enquanto os bilhetes não acompanharam essa subida, colocando algumas empresas numa situação em que, quanto mais voos operam, maiores são as perdas.

Além disso, alguns dos países mencionados enfrentam problemas de abastecimento de combustível devido ao bloqueio `de facto` do estreito de Ormuz -- destino de entre 84% e 90% do petróleo que transita por esta rota marítima crucial -- o que agrava os custos e cria incerteza quanto à capacidade de reabastecimento.
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Momento-Chave
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Hezbollah lança 25 foguetes contra Israel após negociações com Líbano

O grupo armado xiita Hezbollah disparou hoje aproximadamente 25 foguetes contra Israel, após a primeira reunião entre representantes dos governos libanês e israelita em Washington, na quarta-feira, para discutir um cessar-fogo.

Os militares informaram que cerca de metade dos projéteis foram intercetados pelo sistema de defesa aérea, enquanto o restante caiu em áreas desabitadas.

O serviço de emergência israelita Magen David Adom anunciou que o lançamento de foguetes causou pelo menos um ferimento ligeiro.

O exército israelita alertou na terça-feira, em comunicado, que era possível "um aumento dos ataques vindos do Líbano", tendo em vista o início das negociações entre os representantes do Líbano e de Israel em Washington, nas quais o Hezbollah não participou.

Minutos após o anúncio, teve início a primeira salva de foguetes, que coincidiu com o início da reunião e incluiu cerca de cinco projéteis.

Ao iniciar o encontro, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, classificou a reunião como uma "oportunidade histórica" e afirmou que não se trata apenas de abordar um possível cessar-fogo, mas "uma solução permanente para 20 ou 30 anos de influência do Hezbollah" na região, da qual, segundo o responsável, tanto os israelitas como os libaneses têm sido vítimas.
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RTP /

China e Espanha reforçam aliança em defesa da ordem internacional

O Presidente da China diz que tanto Pequim como Espanha estão "do lado certo da História".

Xi Jinping recebeu o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, que está de visita à capital chinesa, disse que ambos os países defendem o direito internacional, que considera estar "gravemente minado", e rejeitou o regresso a uma "lei da selva".

Esta expressão já tinha sido usada por ambos, em momentos diferentes, para se referirem à guerra no Irão.
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RTP /

ONU. Guterres apela ao Direito Internacional para evitar caos no Médio Oriente

O Secretário Geral da ONU considera "altamente provável" que as negociações entre Estados Unidos e Irão sejam retomadas.

Numa declaração sobre a crise no Médio Oriente, António Guterres sublinha que a ilegalidade gera o caos e que este não é o momento para recuar em relação ao direito internacional, mas sim de o reafirmar.
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RTP /

Irão reafirma respeito pelo direito internacional, mas avisa que responderá a agressões

O Presidente do Irão garante que o país respeita o direito internacional e não procura a instabilidade na região.

Ainda assim, Masoud Pezeshkian deixa um aviso claro: os iranianos não querem a guerra, mas não se vergarão perante qualquer agressão.
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Momento-Chave
RTP /

Trump diz que a guerra está quase a terminar

Donald Trump deu várias entrevistas nas últimas horas. Numa delas, que vai para o ar esta quarta-feira na Fox News, o presidente dos Estados Unidos diz que a guerra com o Irão está próxima do fim.
O presidente norte americano tinha dito também ao jornal New York Post que as negociações podiam regressar esta semana ao Paquistão.
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Negociações à vista?
RTP /

JD Vance diz que desconfiança entre Irão e EUA não se resolve "de um dia para o outro"

O vice-presidente dos Estados Unidos reconheceu hoje que "há muita desconfiança" entre o Irão e os EUA. "Não se vai resolver este problema de um dia para o outro", acrescentou.

Frisou, no entanto, que os iranianos pretendem chegar a um acordo com Washington. "Estou muito satisfeito com a situação atual", afirmou JD Vance.

O presidente norte-americano, Donald Trump, adiantou esta terça-feira que as negociações entre os EUA e o Irão poderão ser retomadas no Paquistão nos próximos dois dias.

No último fim de semana, as negociações falharam e acabaram com a imposição por parte de Washington de um bloqueio aos portos iranianos.

A pressão para alcançar um acordo é crescente, à medida que se aproxima o prazo do cessar-fogo de duas semanas anunciado a 8 de abril.
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Momento-Chave
RTP /

EUA garantem que paralisaram por completo o comércio marítimo do Irão

Enquanto se espera pelo regresso às negociações, os Estados Unidos garantem que já interromperam o comércio marítimo do Irão. Foi o que disse esta noite o chefe do comando central norte-americano nas redes sociais. Está portanto em marcha o bloqueio de navios que Donald Trump tinha anunciado.

O Wall Street Journal afirma que já foram intercetados oito navios de petróleo do Irão desde segunda-feira.

Num comunicado divulgado na rede social X, o almirante Brad Cooper, responsável pelo CENTCOM, afirmou que as forças armadas norte-americanas conseguiram bloquear totalmente os portos iranianos.

Cooper acrescentou que cerca de 90% do comércio do Irão depende da via marítima, pelo que considera ter "paralisado por completo" a atividade económica iraniana, numa medida de pressão anunciada anteriormente pela Administração de Donald Trump.

O bloqueio ocorreu dois dias após negociações em Islamabade, onde as delegações dos dois países não conseguiram chegar a acordo para pôr fim à guerra que se prolonga há sete semanas no Médio Oriente.

A nova medida norte-americana tinha sido antecipada por Trump, que criticou Teerão por alegadamente não ter reaberto o estreito de Ormuz nos termos acordados durante o cessar-fogo de duas semanas iniciado há oito dias.
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